Capítulo 02 - Ninguém nasce sabendo.



Quando uma pessoa está encontrando dificuldades para realizar determinada tarefa, nós procuramos ajudá-la até que ela consiga executar seu trabalho. É por isso que lhe dizemos: Ninguém nasce sabendo.

Até mesmo os mais experientes e os perfeccionistas devem agir deste modo, ou seja, compreendendo e apoiando os iniciantes nas tarefas mais simples do lar, da escola, do primeiro emprego, da caserna, da empresa, do serviço público, da igreja, etc.

Já foi dito que o trabalho da criança é pouco, mas quem o despreza é louco. É claro que ninguém, em sã consciência e conhecedor dos princípios bíblicos e da lei, deve ser a favor da exploração do trabalho infantil, nem a favor de se privar a criança da oportunidade de aprender tarefas compatíveis com a sua idade, e que a ajudarão a estar preparada para a vida. Em Provérbios 22.6 está escrito: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele”. É nosso dever ensinar as crianças, pois elas não nascem sabendo; ensiná-las para que não tenhamos que punir os adultos de amanhã. Nem sempre os adolescentes, os jovens e os adultos são ensináveis razão pela qual devemos ensinar as crianças.

Talvez a faixa etária em que o ser humano é mais vulnerável às maléficas influências das pessoas maldosas seja a infância. A criança é pura; não tem malícias. A sua capacidade de fazer o correto discernimento das palavras ou situações virá com o seu desenvolvimento mental e, sobretudo, com o seu crescimento espiritual.

Ensinar com eficiência uma criança é mais do que levá-la ao entendimento de uma teoria, é dar-lhe a oportunidade de ver como nós, pais, responsáveis, professores, pastores, empresários e políticos, praticamos, com interesse, todas as lições que ensinamos.

Ninguém nasce sabendo ler e escrever, daí a necessidade e a importância da escola, tanto para a criança quanto para o adulto. É oportuno perguntar-lhe: que critérios você observa quando tem que escolher uma escola para seus filhos? Não deixe, jamais, de colocar em primeiro lugar o critério confessional. Procure uma escola evangélica para seus filhos. Como orientou-nos o apóstolo Pedro, em sua segunda carta (3.18), nossos filhos precisam “crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”. Todos nós podemos e devemos praticar os bons e sábios princípios da palavra de Deus. Eles nos tornam aptos para sadios relacionamentos interpessoais e também para a vida eterna com Cristo.

Ninguém nasce sabendo uma profissão, por isso não imponha qualquer delas a quem quer que seja. Observe, criteriosamente, o interesse, a facilidade e as oportunidades que a pessoa vem a ter e, então, procure apoiá-la em tão importante escolha. Se possível, procure um profissional - por exemplo, um psicólogo - e faça um teste de aptidão.

Ninguém nasce sabendo orar, mas o Espírito Santo nos ensina a pedirmos como convém e “intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8.26). Essa notícia é um maravilhoso consolo para todos. E agora digamos juntos: Muito obrigado, SENHOR.

SUBSÍDIOS BÍBLICOS

1. Ide e ensinai todas as nações...; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. (Mt 28.19,20)

2. Um ao outro ajudou, e ao seu companheiro disse: esforça-te. (Is 41.6)

3. Ouvi filhos a correção do pai, e estai atentos para conhecerdes a prudência. (Pv 4.1)

4. Filho meu, guarda o mandamento de teu pai, e não deixes a lei de tua mãe. (Pv 6.20)

5. A malícia matará o ímpio, e os que aborrecem os justos serão punidos. (Sl 34.21)

6. E, como eles se não importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; Estando cheios de toda a iniquidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; Cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem. (Rm 1.28-32)

7. Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite, e não de sólido mantimento. (Hb 5.12)

8. Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza. (1 Tm 4.12)