Diálogo, a ponte sólida da boa convivência






Diálogo é a interação entre dois ou mais indivíduos. Num diálogo normal, “politicamente correto”, uma das partes emite sua mensagem enquanto seu interlocutor (a pessoa que ouve) aguarda pacientemente seu momento de falar. Tem que ser assim, claro, senão vira uma mixórdia, uma sinfonia maluca totalmente ininteligível, uma autêntica “briga de foice no escuro”.

Alguém escreveu uma grande verdade: dialogar também é escutar. Para certas pessoas é uma tarefa impossível. O maior dos equívocos num momento de discussão familiar (troca recíproca de pontos de vistas) se dá quando uma das partes acha que tem que predominar o tempo todo. Quando alguém impõe a força para “ganhar no grito” as pessoas que estão no diálogo perdem a motivação pelo assunto e a discussão, por sua vez, perde o sentido ou se transforma em briga com todos falando ao mesmo tempo.

Um discurso não muda uma pessoa; mas o diálogo, sim. A própria vida nos ensina que os mais idosos possuem experiência e sabedoria, virtudes que foram armazenadas ao longo dos anos vividos, por isso estão aptos para ensinar o que sabem de forma consciente, terna, comedida e civilizada. Ainda assim o diálogo é fundamental. Há pais que cometem erros crassos porque não escutam seus filhos, e, quando o fazem, é de uma maneira inquisidora, extremamente ditatorial. É através de um diálogo inteligente e saudável que pais e filhos podem se conhecer melhor. Podem, inclusive, compartilhar opiniões e verbalizar os bons sentimentos que nutrem entre si.

A predisposição para ouvir é condição básica para a viabilização de um bom diálogo, porque induz à tolerância, à habilidade dialética, à capacidade de admitir possíveis erros e evitá-los em tempo hábil.

Uma semana abençoadíssima a todos.




Pr. Elias Garcia Fernandes