O importante é decidir


“Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir” (Cora Coralina). Nem todas as nossas ações são precedidas de decisões pensadas ou devidamente planejadas, por isso muitas delas redundam em tragédias. O mais sensato, prudente e “politicamente correto”, é que nossas ações fluam sempre de decisões tomadas à luz da palavra de Deus e sob apreciação do nosso Pai Celestial.

Temos na Bíblia a parábola do “filho pródigo” (Lc 15.11-32), uma história que retrata situações díspares na trajetória de um jovem que, por decisões diametralmente opostas, viveu momentos terrivelmente paradoxais em sua vida. Por uma decisão insensata e descabida, renegou às benesses de uma vida confortável em sua casa para viver uma espécie de “inferno”, ou seja, o submundo do sofrimento, da fome, da humilhação, do isolamento e da solidão. Só que, lá no fundo do poço ele tomou outra decisão, desta vez muito prudente e sensata: Humilhou-se optando pelo retorno à casa paterna onde foi acolhido festivamente, com muito amor, carinho e com direito a um farto banquete.

Entre a primeira decisão de reivindicar o que tinha direito e sair pelo mundo, gastar tudo e ficar na penúria; e a segunda decisão de cair em si e arrepender-se, aprendemos duas coisas fundamentais: a) Que as nossas ações (boas ou ruins) são o reflexo das decisões que tomamos, daí a necessidade de pensarmos muito para decidirmos bem; b) Que mesmo andando por caminhos tortuosos e lúgubres, temos que aproveitar a nova chance tomando a decisão correta do arrependimento e do retorno à casa do Pai.

A palavra de Deus nos admoesta: “... vede prudentemente como andais...”. Dentro desse princípio podemos entender que tal prudência implica também nas decisões que tomarmos: “... o mais importante é o decidir”.

Uma semana de bênçãos a todos.




Pr. Elias Garcia Fernandes